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outubro 24, 2004

Para repetir?

Até agora - que me lembre - apenas o Diário Económico o fazia por sistema (isto é, sempre!).
Mas hoje encontrei no Público (pág. 30) a seguinte referência: "O jornalista viajou a convite do Conselho de Exportadores de Produtos do Mar da Noruega".
É um acto de transparência e uma forma sincera de credibilização (embora, apenas por razões "plásticas" não vejo como é que seja possível de reproduzir em rádio, sem que isso seja potencialmente mal interpretado pelos ouvintes; a rádio não permite mudar o corpo e o tipo de letra, dando-lhe o destaque lógico).

julho 28, 2004

Corrupção e suborno

O sítio do Sindicato dos Jornalistas dá conta da adesão da FIJ à Carta de Princípios contra a Corrupção nos Media.
De que fala essa carta (de acordo com a transcrição feita)?
De coisas bem próximas:
- da necessidade de distinguir - CLARAMENTE - publicidade, patrocínio ou promoção (ao cuidado de todos os jornais portugueses, que incluem suplementos pseudo-informativos, mas que não passam de estratégias comerciais. Num dos diários de referência até há um feito apenas pelo sector comercial...);
- das amostras ou empréstimos de produtos ou serviços para servirem de suporte a trabalhos jornalísticos que depois são oferecidos (de telemóveis a carros?);
- da necessidade de estabelecer regras escritas para aceitação de presentes ou descontos;
- de materiais noticiosos, como imagens ou gravações pseudo-amadoras, recolhidas à margem do jornalismo, mas que existem porque são pagos;

PS - no texto do Sindicato (e no original) aparece a expressão: "para o jornalista dar uma opinião objectiva" ("to render an objective opinion"). O que é isso?