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abril 06, 2005

Um péssimo hábito no jornalismo português

Felizmente assiste-se a maior consciencialização dos jornalistas no sentido de evitarem juizos de valor anónimos sobre pessoas.
Uma excepção - recorrente mas inaceitável - é quando se faz um perfil de alguém. Encontrei, por estes dias, esta pérola: "Diz quem com ele privou na Judiciária, onde exerceu o cargo de director (...), que muitas vezes o seu excesso de zelo causava problemas na instituição. «Abocanhava sempre os bons serviços. E às vezes havia problemas de jurisdição (...)», recorda um quadro da PJ".

novembro 26, 2004

Coisas que fascinam

Tenho o jornal Público na melhor consideração possível (um dia em que não o leia não é um dia completo!). E talvez seja isso que me leve a exigir mais do Público do que exijo aos outros.
Hoje há mais um exemplo de mau jornalismo, que merece ser referido. E mais uma vez na editoria política (parece uma fatalidade o caminho que toma o jornalismo político em Portugal...).
Na primeira página: "Remodelação de Santana causa mal-estar no Executivo". E um pós-título: "Há quem queira a saída de Rui Gomes da Silva".
A formulação já é anti-jornalística, pela falta de rigor ("há quem queira..."), mas no texto da página 11 a situação piora: o assunto em concreto é referido de uma forma mais genérica e por uma fonte anónima: "As pessoas que eram dadas como certas no Governo de Santana, como Chaves e Gomes da Silva, foram as que criaram mais rápido problemas ao primeiro-ministro, sublinhou ao PÚBLICO um social-democrata, considerando que, sendo assim, deveriam ter saído do Governo".
Há quem queira?