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novembro 03, 2005

(act) Renascença muda

Adivinhava-se que isso aconteceria, mas as declarações do director a RR confirmam-no: é preciso rejuvenescer os ouvintes da Renascença. Com quê? Mudando a música, tornando-a mais actual (mais parecida com a RFM?) e introduzindo uma rubrica de humor de manhã.
É pouco, mas a situação da Renascença não é fácil: continua a ser a segunda rádio mais ouvida, património que não quer/pode desperdiçar. Uma mudança brusca seria um suicídio.

Duas notas mais:
- acabam as tardes desportivas ao domingo à tarde (ali chamadas "Frente Desportiva") e as informações dos jogos passam a ser misturadas com música (a Antena 1 fica com o exclusivo). É um sinal dos novos tempos, em que só há Benfica, Sporting ou FC Porto depois das seis da tarde;
- depois do Passageiro da Noite, de Cândido Mota, e do Postigo, de Fernando Alves, voltam os fóruns confessionais à rádio portuguesa. Óscar Daniel vai assegurar, de terça a sábado, o espaço entre a meia noite e as duas da manhã;

Act a 4/11/05:"Para o director de Programas da RR, Nélson Ribeiro, a decisão não pode ser encarada como um desinvestimento. Trata-se, sim, de uma simples “mudança de formato”. Ao domingo, em vez da ‘Frente Desportiva’ haverá, antes, durante e depois dos jogos, quatro edições da ‘BB’, que poderão dedicar mais atenção precisamente aos clubes sem direito a relato. Entre esses, caso não defronte FC Porto, Benfica ou Sporting, poderá estar, por exemplo, o líder da Liga, o Sp. Braga."

setembro 11, 2005

"O logro das audiências dos telediários"

Pedro d'Anunciação, no seu "zapping" deste sábado no Expresso, aborda um dos temas mais fascinantes da televisão portuguesa: o valor das audiências dos telejornais das 20 (ele prefere chamar-lhes telediários).
Muito resumidamente: ou as audiências da Marktest "são uma enorme treta" ou estão correctas mas não significam grande coisa. O colunista vai por aí: a televisão está ligada, os três noticiários estão no ar (não há, portanto, alternativa), trata-se de uma hora em que a maioria já está em casa, a jantar, mas aqueles milhões não estão propriamente a ver televisão. Caso contrário, teríamos um "povo informadíssimo", diz Pedro d'Anunciação.

Mais um argumento, meu: se as audiências dos três telejornais fossem efectivamente assim tão elevadas (se houvesse uma real apetência pela informação televisiva), os três canais não deveriam apostar mais em informação? Se é uma mina que vale dois dígitos e significativo "share" significativo, SIC e TVI deveriam ter mais programas de informação (reportagens, entrevistas, etc.). Tem a RTP, mesmo em horário nobre, mas muito abaixo dos telejornais...