(ACT) O Expresso sai muito mal...
Depois de Cavaco Silva ter ignorado, ontem, as notas que o Expresso dizia que ele abordaria, com duas semanas de antecipação, o Expresso sai mal da história.
O caso é interessante porque este é um daqueles casos em que não há muitas fontes: como não acredito que tenha sido o Presidente, só pode ter sido um dos seus assessores. Algum deles enganou o Expresso?
Outra ilação a retirar: como dizia um jornalista com quem trabalhei, às notícias que envolvem a palavra «pode(m)»... pode sempre acontecer o contrário! Sobretudo se forem escritas com tanta antecedência - o Expresso tirou as ilações?
PS - sem grandes esperanças, procurei na página on line alguma explicação do jornal. Em vão. Curiosamente, nos comentários ao verdadeiro discurso, nenhum leitor cobra a falha ao Expresso!
O mesmo não se passa com este texto!
ACT a 27/4/06: Pacheco Pereira na Sábado de hoje (pág. 17) comenta o assunto com, genericamente, as mesmas reflexões. Uma diferença essencial: no pressuposto de que o jornal foi enganado por uma fonte de Belém, PP defende que o Expresso deveria denunciar a fonte. Eu não sou tão radical como por exemplo Joaquim Vieira, que entende que um jornalista nunca deve denunciar uma fonte porque a falha, em último caso é sempre sua, mas também não acho que seja razão para medida tão extrema. Aguardo, contudo, uma explicação, até porque, como diz PP, «o Expresso saiu da direcção anterior com uma crise de credibilidade das suas notícias de primeira página e precisa agora de reconquistar».