ACT«É lamentável ainda não existir uma Ordem dos Jornalistas»
defendeu ontem Emídio Rangel (conta hoje o Jornal de Negócios).
Falta o quê?
defendeu ontem Emídio Rangel (conta hoje o Jornal de Negócios).
Falta o quê?
- Terá a ERC pensado no sinal que estaria a dar ao elaborar o seu primeiro parecer?
- Será possível à ERC fazer melhor do que isto, nomeadamente avaliar questões relacionadas com a prática e a técnica jornalística?
- Uma coisa parece-me certa: dizer que «Terem existido, no plano profissional interno, discordâncias relevantes entre as jornalistas envolvidas e as suas hierarquias, relativamente a critérios jornalísticos aplicáveis à cobertura deste caso (com claro prejuízo do ambiente de trabalho e consequentes reflexos na situação jurídico-laboral) e traduzidas, nomeadamente, em intervenções jornalísticas paralelas e concorrentes por vezes contraditórias, pouco credibilizadoras da Agência e prejudiciais, em última instância, ao rigor da informação» é tudo e nada (parece um daqueles discursos do último Presidente da República que todos os partidos políticos, do BE ao CDS, elogiavam...);
Mário Soares não tem - acho - qualquer razão. E os únicos dados disponíveis mostram exactamente isso mesmo (aliás, se Mário Soares quiser ser levado a sério tem de mostrar números que o comprovem...).
Mas percebo que o antigo presidente o faça. É duplamente inteligente:
- lança a suspeita sobre um eventual favorecimento a Cavaco Silva, o que se transforma num argumento de discussão política (justificando, até, uma hipotética derrota);
- obriga - pela dimensão da afirmação - a comunicação social a estar mais atenta e, se calhar, a dar-lhe a ele próprio mais cobertura;
PS - um caso como este alerta para a inexistência em Portugal - penso que é caso único - de uma entidade patronal do sector dos media, uma associação com intervenção cívica e com posições regulares sobre os assuntos que lhe dizem respeito. Como este (acabo de ouvir Pinto Balsemão falar pela Impresa).