(2xACT) A rádio, como há 30 anos!
O que é que o blogue criado pelo operador de serviço público dos EUA, a NPR e a constatação de que a rádio é o meio de comunicação com um nível de interactividade mais reduzido têm a ver?
Tem tudo a ver com a necessidade da rádio portuguesa - no caso em concreto - reforçar a sua interactividade com os ouvintes - através da internet, claro.
Um exemplo, que, aliás, vem na linha das conclusões desse estudo sobre a interactividade («Os programas de antena aberta, que muito contribuíram para a popularização da rádio, parecem estar a perder terreno») é o imobilismo que caracteriza os foruns de antena aberta (da TSF, da Antena 1 ou da RR, nomeadamente).
Nos últimos anos a única evolução foi a criação de um número «verde» nacional. É pouco.
Faria todo o sentido que programas com essas características tivessem um blogue associado, onde o tema seria anunciado em simultâneo com a emissão, onde poderia ser posto um pequeno texto e pedir comentários (para serem aproveitados/lidos - se não todos, pelo menos alguns); onde poderia haver espaço para que os ouvintes/leitores proporem e até votarem temas de próximos dias; onde os ouvintes/leitores pudessem fazer perguntas e críticas ao modo como o programa é feito.
Imagino (presunção?) que a maior parte dos leitores ache estas propostas uma boa ideia - até porque são muito fáceis de executar, além de poderem trazer novos ouvintes à rádio.
Então por que é que a rádio não dá passos para melhorar a sua relação com os ouvintes?
(Este postal insere-se numa linha de preocupações que tenho vindo aqui a desenvolve e de que este é apenas o último exemplo)
ACT a 13/4/06: Este é o melhor exemplo que conheço de aproveitamento das potencialidades da internet: Adam Carolla, estrela do Fm-talk norte-americano, tem uma página na net, um blogue, um podcast, um espaço para mensagens, uma linha de contacto e ainda algo a que chamam um "listening post". Tudo aqui.
ACT a 17/4/06: A propósito de um comentário colocado neste postal, é justo dar conta do blogue da Prova Oral. Não cumpre todos os efeitos descritos no meu texto, mas é um (bom) sinal. E é realmente o primeiro - sendo que alguns dos comentários são lidos durante o programa. E o tema até é anunciado primeiro na internet. Faço a correcção com gosto, não só pelo Alvim (infelizmente não conheço a Raquel...) mas sobretudo porque ouço regulamente o programa!