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abril 12, 2006

(2xACT) A rádio, como há 30 anos!

O que é que o blogue criado pelo operador de serviço público dos EUA, a NPR e a constatação de que a rádio é o meio de comunicação com um nível de interactividade mais reduzido têm a ver?

Tem tudo a ver com a necessidade da rádio portuguesa - no caso em concreto - reforçar a sua interactividade com os ouvintes - através da internet, claro.

Um exemplo, que, aliás, vem na linha das conclusões desse estudo sobre a interactividade («Os programas de antena aberta, que muito contribuíram para a popularização da rádio, parecem estar a perder terreno») é o imobilismo que caracteriza os foruns de antena aberta (da TSF, da Antena 1 ou da RR, nomeadamente).

Nos últimos anos a única evolução foi a criação de um número «verde» nacional. É pouco.
Faria todo o sentido que programas com essas características tivessem um blogue associado, onde o tema seria anunciado em simultâneo com a emissão, onde poderia ser posto um pequeno texto e pedir comentários (para serem aproveitados/lidos - se não todos, pelo menos alguns); onde poderia haver espaço para que os ouvintes/leitores proporem e até votarem temas de próximos dias; onde os ouvintes/leitores pudessem fazer perguntas e críticas ao modo como o programa é feito.

Imagino (presunção?) que a maior parte dos leitores ache estas propostas uma boa ideia - até porque são muito fáceis de executar, além de poderem trazer novos ouvintes à rádio.

Então por que é que a rádio não dá passos para melhorar a sua relação com os ouvintes?

(Este postal insere-se numa linha de preocupações que tenho vindo aqui a desenvolve e de que este é apenas o último exemplo)

ACT a 13/4/06: Este é o melhor exemplo que conheço de aproveitamento das potencialidades da internet: Adam Carolla, estrela do Fm-talk norte-americano, tem uma página na net, um blogue, um podcast, um espaço para mensagens, uma linha de contacto e ainda algo a que chamam um "listening post". Tudo aqui.

ACT a 17/4/06: A propósito de um comentário colocado neste postal, é justo dar conta do blogue da Prova Oral. Não cumpre todos os efeitos descritos no meu texto, mas é um (bom) sinal. E é realmente o primeiro - sendo que alguns dos comentários são lidos durante o programa. E o tema até é anunciado primeiro na internet. Faço a correcção com gosto, não só pelo Alvim (infelizmente não conheço a Raquel...) mas sobretudo porque ouço regulamente o programa!

março 22, 2006

Teoria da conspiração?

Até que ponto este artigo do DN de hoje serviu ao governo para «testar» as reacções da opinião pública?
O certo é que originou um Fórum na TSF (com reacções muito negativas) e o esclarecimento do governo - anónimo - a dizer que não é bem assim («Em declarações à agência Lusa, fonte do Ministério das Finanças explicou que "um grupo de trabalho coordenado por Luís Laço [inspector-geral da Direcção-Geral de Alfândegas e dos Impostos Especiais sob o Consumo] está a estudar essa possibilidade, que é uma entre muitas", mas que "ainda não está tomada uma decisão").
Que o jornalista foi mal informado, disso não tenho dúvidas («O imposto passará obrigatoriamente a ser liquidado através da Internet, com o pagamento - uma receita camarária, mas cobrada pela máquina fiscal - a ser efectuado no mês da matrícula do automóvel. Os novos moldes de pagamento entram em vigor já este ano, provavelmente em Maio»). Só não posso provar que o foi deliberadamente...
Mas cheira-me a manipulação.

agosto 12, 2005

A reportagem (ciclística) na rádio

As chegadas da Volta a Portugal são um clássico na reportagem de rádio - embora a tecnologia tenha tornado o ciclismo de alta competição um produto altamente televisivo (muito mais do que o futebol, que decorre num espaço fechado).
Acontece que o próprio directo, com as emoções que gera, e o facto de nem sempre termos uma televisão à mão gera interesse na reportagem radiofónica.
Eu, sinceramente, não consigo ouvir!
Há, nessas chegadas, alguns dos momentos mais deprimentes da reportagem em rádio: repórteres descontrolados e/ou eufóricos berram, atropelam-se, tratam ciclistas por tu e dirigentes na terceira pessoa, entrevistam estrangeiros em diversas línguas (nomeadamente italiano - os ciclistas, que correm em Portugal, não compreendem português, mas os ouvintes, que são portugueses, têm de compreender italiano!), conversas quase sempre atabalhoadas.

Talvez por ser em Agosto talvez por ser ciclismo (mais desorganizado? com um estatuto menor face, por exemplo, ao futebol)), a verdade é a rádio bate no fundo, por estes dias.
Eu gosto demasiado da rádio e da reportagem radiofónica (inclusive desportiva) para conseguir ouvir.

PS - coloco aqui esta nota, apesar do ambientes sombrio do texto, como sinal de esperança: já tinha sido noticiado, mas o DN de ontem diz que Paulo Sérgio começa na RDP já na próxima semana. A RDP (Antena 1) só pode ganhar com ele lá.
Embora, pessoalmente, eu tenha uma concepção diferente do que deve ser a informação desportiva num canal de serviço público (há, no mínimo, algum exagero, nesta altura), Paulo Sérgio - que é como aqueles jogadores que não sabem jogar mal - é uma clara mais-valia para o desporto na RDP.

junho 26, 2005

Idiossincrasias

A rádio e a televisão têm, provavelmente, mais diferenças do que semelhanças - daí que Eduardo Meditsch recuse a ideia de que a rádio é um meio audiovisual.
Mas uma coisa é a afirmação académica de respeito pelas características individualizadoras, outra a prática.
Vem isto a propósito de uma experiência vivida ontem: entrei no carro cerca das 11.30 e comecei a ouvir uma entrevista interessante, que passava naquela altura na TSF (conduzida por Margarida Marante).
Percebi que era um advogado, de sucesso, com interesses em Angola, mas até ao fim do programa não foi repetido o seu nome. Tive de comprar hoje o JN (que publica uma versão editada da entrevista ao domingo) para saber que se chamava Agostinho Pereira de Miranda.
Na televisão, um oráculo pode periodicamente sinalizar o nome do entrevistado e o jornalista não precisa de ter essa preocupação presente. Na rádio só há uma forma de o conseguir: dizer, de vez em quando, o nome de quem fala. É essa a gramática da rádio.

junho 23, 2005

"A exactidão é mais importante do que a rapidez"

A BBC anunciou que "vai introduzir um desfasamento temporal na sua cobertura ao vivo de acontecimentos sensíveis, como o massacre na escola de Beslan, na Rússia, anunciou hoje a empresa. Este desfasamento, que poderá chegar a alguns segundos,
permitirá aos editores cortar cenas que considerem demasiado chocantes para os telespectadores
" (via Lusa).
À primeira vista parece que estamos a falar de censura.
Mas é preciso ter em atenção que a regra se aplica apenas a imagens que estejam a ser recebidas em directo - e imagens em directo são imagens sem intervenção editorial (mais facilmente manipuláveis).
A experiência é nova (e só entra a 25 de Julho) e está sujeita a uma avaliação posterior. Mas por mim vejo-a com bons olhos. Sobretudo por isto: "A política editorial agora revista inclui pela primeira vez o compromisso perante o público de que para a BBC "a exactidão é mais importante do que a rapidez".

maio 04, 2005

O perigo do improviso

Hoje de manhã ouvi um exemplo da reportagem - em directo - sem preparação: o editor pergunta ao repórter como estão a reagir os pais ao anúncio afixado na escola pela Direcção Geral de Saúde (um caso de suspeita de meningite). O repórter, no local, diz que o anúncio tranquilizou os pais. E depois ouve alguns deles, que lhe dizem o contrário!

Há sempre - aqui como em tudo - duas maneiras de fazer as coisas: de improviso ou bem preparado (falar com as pessoas antes, saber o que pensam, escrever o texto de acordo com o que vai ser dito, evitar surpresas - porque não é esperado que os entrevistados mudem entretanto de opinião); os resultados são evidentes.

fevereiro 16, 2005

O "ruído" no directo

Hoje no Público (assina José Manuel Rocha):
"Com a campanha eleitoral em curso e os principais candidatos a multiplicarem-se em comícios, o problema da rádio e do repórter voltou à ribalta. Ou seja, o que fazer quando o político faz pausas, à medida que vai desfiando o discurso?
Na forma, o problema de base é que esse espaço (geralmente com palmas dos assistentes) é puro ruído radiofónico. E o repórter não escapa à necessidade de dizer qualquer coisa para que o ouvinte não perca a paciência e mude para algo mais interessante.
A questão é que, na maior parte dos casos e à falta de conteúdos alternativos, o (a) repórter cai no mais óbvio, mas também no mais desagradável, que é fazer uma síntese do que o orador afirmou nos dois/três minutos anteriores.
"

Penso o mesmo. Remeto, aliás, os interessados para algo que escrevi em 26 de Novembro:
"Há, contudo, uma situação em que o ouvinte recusa a intervenção jornalística, preferindo ser ele próprio "testemunha" integral dos acontecimentos: os directos de discursos, conferências de imprensa ou debates parlamentares.
Nestes casos de transmissão em directo, o ouvinte quer o jornalista intervenha o menos possível. E como é que o jornalista intervém? Pontuando, ciclicamente, essas intervenções, com pequenos resumos, pequenos enfoques, notas que precisam de ser reforçadas.
Como essas notas são feitas durante as intervenções (e não, apenas, no final), há - em muitos casos - um corte no discurso, uma interrupção na compreensão do discurso.
Já expliquei a muitos ouvintes que essas notas se destinam, sobretudo, aos que entretanto chegam e perderam o que aconteceu até aí. Mas acho que não convenci nenhum deles. Ficam irritados, acham que lhes estamos a chamar atrasados e que dispensam muito bem esses comentários (muitos deles - reconheça-se - meramente repetitivos). Provavelmente têm razão!
"

novembro 29, 2004

O "ruído" em directo

A linguagem radiofónica é muito dada a "ruído" (a surgirem situações que vão interromper a linha de escuta dos ouvintes), o qual resulta muitas vezes do esforço de transposição da oralidade (expressiva mas caótica, natural mas opinativa) para o plano jornalístico.
Em directo a probabilidade disso acontecer aumenta muito.
Vem isto a propósito de algo que ouvi na semana passada e que merece - por ser tão insólito - uma nota: um repórter estava a acompanhar uma manifestação, em Portugal, de cidadãos da Ucrânia, protestando contra a oficialização dos resultados eleitorais.
A meio, e depois de ter entrevistado um deles (que arranhava o português) o repórter disse mais ou menos isto: como muitos dos ucrânianos residentes em Portugal não falam português, [o entrevistado] vai agora dirigir uma mensagem em ucraniano para os seus compatriotas. E durante uns 40 ou 50 segundos assistimos a um momento único. Sem tradução.
Provavelmente, se não estivesse em directo, o repórter teria discernido que se os ucranianos não falam português também não estariam a ouvir a rádio...

novembro 26, 2004

O poder do directo

(esta é uma reflexão que resulta de um conjunto disperso de protestos recebidos via telefone ou email nos últimos tempos)
Os ouvintes aceitam - e de alguma forma desejam - a intermediação feita pelos jornalistas que, através de um processo mais ou menos complexo de selecção da realidade, escolhem determinados factos em detrimento de outros.
Há, contudo, uma situação em que o ouvinte recusa a intervenção jornalística, preferindo ser ele próprio "testemunha" integral dos acontecimentos: os directos de discursos, conferências de imprensa ou debates parlamentares.
Nestes casos de transmissão em directo, o ouvinte quer o jornalista intervenha o menos possível. E como é que o jornalista intervém? Pontuando, ciclicamente, essas intervenções, com pequenos resumos, pequenos enfoques, notas que precisam de ser reforçadas.
Como essas notas são feitas durante as intervenções (e não, apenas, no final), há - em muitos casos - um corte no discurso, uma interrupção na compreensão do discurso.
Já expliquei a muitos ouvintes que essas notas se destinam, sobretudo, aos que entretanto chegam e perderam o que aconteceu até aí. Mas acho que não convenci nenhum deles. Ficam irritados, acham que lhes estamos a chamar atrasados e que dispensam muito bem esses comentários (muitos deles - reconheça-se - meramente repetitivos).
Provavelmente têm razão!
O directo é um momento (mágico) de partilha de informação, em que o ouvinte passa a ser testemunha. Em que sente (inconscientemente?) que está a viver aquela ocasião. E não quer ser "prejudicado". Tem esse direito!
Daí que seja necessário, ao repórter que acompanha esse directo, encontrar os momentos certos para fazer a "pontuação": geralmente as palmas ou interrupções marginais (um copo de água...). Também é importante diferir no tempo essas intervenções, evitando um excesso de presença. Mas que isto não signifique diminuir-se como jornalista: uma coisa é repetir a ideia que acabou de ser dita, outra bem diferente é explicar um determinado contexto que não ficou claro no discurso.

julho 27, 2004

Pontuar os discursos em directo

Transmitir - na rádio - um discurso em directo implica alguns trabalhos acrescidos. Por exemplo as pausas para um copo de água (que devem ser ocupadas), os apartes do parlamento (que têm de ser contextualizados e percebidos em casa) ou a excessiva extensão do discurso para o formato-rádio. Para resolver este problema em concreto, criou-se o hábito de pontuar com pequenos resumos, destacando as ideias essenciais, recuperando frases-chave, valorizando um pormenor que - tantas vezes - faz a diferença.
Claro que isto dá trabalho e exige mais concentração do próprio repórter. Além disso implica o bom senso de escolher os momentos em que há intervenção jornalística sem que isso signifique perder-se informação.
O que temos ouvido nos últimos anos é uma massificação (exagero, portanto) desses "rodapés", que muitas vezes nem redundantes são, antes repetitivos com o que acaba de ser dito. E nem sempre em momentos de perda informativa - ouvem-se demasiadas vezes essas intervenções por cima dos oradores (e isso só deve acontecer em duas circunstâncias: quando há, marginalmente ao discurso, alguma informação relevante - um protesto na sala, por exemplo; quando o discurso está em perda, por repetição, por exemplo - mas isso implica a tal avaliação muito rigorosa dos factos).
O resumo final é obrigatório.

janeiro 26, 2004

Rigor, contenção, bom senso no directo [morte Feher]

Abro uma excepção - ao tom geral e âmbito destes textos - para elogiar o trabalho da equipa de reportagem da TSF ontem à noite, em Guimarães.
Era um trabalho muito difícil, em directo e sem rede (o improviso). Até por ser insólito!
Um trabalho instável, muito dado a especulações.
Mas não foi isso - com uma excepção relacionada com a demora da ambulância* - que se ouviu. Do estúdio ao relvado, passando pela equipa de relato, percebeu-se rigor, contenção e bom senso.
Não houve especulação, os dados foram dados com cautela, a reportagem manteve-se ao nível do jornalismo (e não da emoção desmesurada) e houve perguntas inteligentes. Mesmo quando algumas foram mal recebidas pelos entrevistados.
A rádio (e só ouvi a TSF nessas horas) marcou pontos!

*O bom senso também é isto: um pouco mais tarde das primeiras observações, o relatador da TSF assumiu, ainda em directo, que provavelmente fez uma análise precipitada da demora da ambulância!

novembro 18, 2003

Em complemento ao texto de ontem,
uma citação do (excelente) "Dicionário de Jornalismo", de Fernando Cascais:
"O directo é a expressão máxima do poder de atracção dos meios electrónicos, por permitirem ao ouvinte/telespectador «participar» no acontecimento. Porém, no caso da televisão essa «participação» está condicionada pela selecção de imagens (...) feita pela realização da transmissão. Isto é, o telespectador não é livre de olhar, olha para onde a sua vista é dirigida. No caso da rádio, os seus olhos são a voz (as palavras e a entoação) do jornalista/locutor."(Editorial Verbo, págs. 67/68)
Ou seja, reconhecer que há imagens que não conseguimos verbalizar é o mesmo que assumir uma menorização intelectual. Pode dar mais trabalho, exigir outra forma de equacionar e preparação, mas os nossos olhos são melhores do que o nosso cérebro?

novembro 17, 2003

Ouve-se: "[durante a festa de inauguração do Estádio do Dragão] é nestas alturas que é pena a rádio não ter imagem. Por muito que nos esforcemos é frustrante não conseguir traduzir por palavras tudo o que por aqui se passa".
Uma afirmação como esta (transcrita de ouvido, mas rigorosa no essencial) é a negação da rádio, é dizer aos ouvintes... da rádio que a rádio não os pode satisfazer! É deixar os ouvintes... frustrados.
Além disso, é sempre possível esforçarmo-nos mais, para descrever melhor o que estamos a ver.
No limite, se não conseguirmos fazer melhor, nunca o devemos é partilhar com o ouvinte. Ele não ganha nada com isso.
Finalmente, a rádio tem imagem - chama-se televisão! E se alguém está a ouvir rádio naquele momento é porque ou não pode estar a ver a televisão (o que lamentará) ou porque escolheu propositadamente a rádio. E é a rádio que lhe diz que fez mal?

novembro 12, 2003

Bom senso e bom gosto

Ouve-se: "[no final do jogo Paços de Ferreira - Sporting, em directo] Foi uma boa caçada, Fernando Santos?"
O jornalismo não é apenas uma soma das várias técnicas (de selecção, de redacção, de leitura) com o necessário enquadramento legal. Às características individuais de cada um (sobretudo o dito "killer instinct") juntam-se critérios de bom senso e de bom gosto. Não é por acaso que o Livro de Estilo do Público diz que se baseia num "conjunto de regras técnicas e deontológicas que se inspiram em critérios de bom senso, bom gosto e rigor profissional."
Perguntar, neste caso, se um jogo ou um resultado foram "uma boa caçada", mesmo que isso tenha uma remota ligação ao facto dos vencedores serem "leões", é uma manifestação inequívoca de mau gosto e de falta de sensibilidade (com os derrotados, por exemplo).
A isto acresce o facto de tudo ter acontecido em directo. Mas há pior: a frase (num som mais vasto) foi repetida durante a manhã seguinte, várias vezes!
PS - Bom senso teve o treinador do Sporting, na resposta: "Foi uma vitória importante". Só isso...

setembro 15, 2003

Ouve-se (por acaso numa televisão): "Este terceiro golo que veio matar o jogo". Acontece que o Belenenses empatou o jogo nos últimos instantes!
São vários erros ao mesmo tempo: engana-se o ouvinte (ou telespectador), dá-se uma informação falsa e cria-se "ruído". É o chamado jornalismo de expectativas, que só dá mau resultado.
Mesmo tratando-se de um comentário!