O directo/a emoção/"ruído"
Um dos relatadores do jogo Corunha-FC Porto chorou nos últimos minutos desse relato, tendo sido o comentador a "salvar" a situação, quando a emoção tomou conta do relatador e se sucederam as interrupções.
O que dizer de um caso como este?
- que o jornalista deve/tem de estar vacinado para este tipo de situações? Isso já se sabe!
- que, antes de ser jornalista, é uma pessoa, e como tal também é feito de emoção? É um lugar-comum!
Eu gostava de deixar algumas notas, numa avaliação pessoal:
- chorar é uma expressão radical dos nossos sentimentos e exprimi-los não é a função dos jornalistas;
- chorar, quando isso interrompe o fluxo informativo e "assusta" o ouvinte, desviando-o do essencial, é muito negativo;
- ninguém está livre de - numa situação-limite - cometer esse erro. Mas tem de ser uma situação-limite: não pode ser num jogo de futebol, em que nada de especial aconteceu, a não ser a "vitória" da equipa portuguesa, que, à partida, já tinha 50 por cento de hipóteses;
- aconteceu e depois?! Resta pedir desculpa. O relatador pediu!