O "apóstolo" desapareceu?
Act. a 6/9: Não, voltou!
No DN de hoje ("Em conferência de imprensa, o apóstolo reiterou a intenção...") e no Correio da Manhã (mas aqui com aspas..., "o ‘apóstolo’ fez saber que vai enviar...")
Act. a 6/9: Não, voltou!
No DN de hoje ("Em conferência de imprensa, o apóstolo reiterou a intenção...") e no Correio da Manhã (mas aqui com aspas..., "o ‘apóstolo’ fez saber que vai enviar...")
Depois de ter descrito o fundador e líder da Igreja Maná como apóstolo, o DN já ensaiou algumas alternativas:
- na sexta-feira seguinte, chamou-lhe "líder da congregação religiosa";
- no sábado: (em título) "pastor Jorge Tadeu" e no texto "líder da Igreja Maná", "líder religioso" e "fundador da confissão religiosa";
Neste trabalho pode ler-se isto: "...o responsável e fundador da Igreja Maná, o apóstolo Jorge Tadeu, confirmou...".
Apóstolo?
Já no Público, a mesma pessoa é descrita como "o líder da congregação".
A questão é esta: não discuto o direito de Jorge Tadeu de se auto-proclamar apóstolo, mas tenho muitas dúvidas de que um jornalista reproduza acriticamente uma condição como esta.
Ou será preconceito meu?
Sinceramente não consigo formular com certeza. Vem daí uma ajuda?
Os leitores mais antigos deste espaço lembram-se certamente como critiquei a cobertura da generalidade dos media portuguesa no Euro 2004, a quem acusei de falta de isenção e neutralidade e de adesão à causa.
Um ano depois muitas dessas críticas repetem-se relativamente à cobertura da morte do Papa João Paulo II.
Talvez por receio de reacções emotivas (e se foi isso há uma falha da minha parte) ou apenas por distracção, não fui tão acutilante como com o futebol (limitei-me a este texto).
Mas as declarações, ontem, do próprio cardeal patriarca de Lisboa substituem tudo o que pudesse dizer: ao chamar a comunicação social para um balanço da cobertura, que considerou positiva, D. José Policarpo disse estas duas coisas notáveis:
- “Os profissionais dos media exageraram um bocado”.
- a cobertura portuguesa foi "feita na maior parte dos casos até com uma grande emoção".
Pacheco Pereira esteve esta manhã uma hora na TSF (entre as 9 e as 10, para falar do governo, de livros, de sondagens, de tudo um pouco).
Tratando-se de uma evidente excepção ao habitual enquadramento/formato do noticiário das 9, seria de admitir um protesto (no Abrupto) do próprio Pacheco Pereira contra este tratamento claramente discriminatório?
Ou é só quando acha que as coisas correm mal?...
PS - se o convidado tivesse sido Francisco Louçã que diria Pacheco?
Os risos de Manuela Moura Guedes, na segunda à noite, enquanto ouvia Marcelo Rebelo de Sousa, equivalem às palmas de alguns jornalistas nas conferências de imprensa da selecção nacional?