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novembro 07, 2005

O Expresso, Cavaco e Belmiro

Em 3 de Setembro escrevi isto. Dois meses depois, Belmiro anuncia o apoio a Cavaco Silva e o Expresso cobrou, este sábado, a violenta carta de Belmiro e as várias críticas feitas ao jornal ("alguns desmentidos a notícias do Expresso acabam, eles próprios, mais tarde ou mais cedo, por ser desmentidos pelos factos").
O jornal diz mesmo que, na altura, só publicou a informação "com a certeza e a segurança de a termos confirmado".
O que pensar?
Sinceramente, sinto-me um pouco confuso. Mas eis algumas ideias:
- Belmiro contestava que já tivesse decidido ou manifestado o apoio; das duas uma: ou o Expresso jogou na lotaria (50 por cento de hipóteses de acertar, coisa que o texto de José António Lima obviamente desmente) ou Belmiro, de uma forma ou de outra, meteu água; de qualquer forma, o Expresso sai por cima e Belmiro parece ter dado um tiro no próprio pé!
- Mantenho as minhas críticas, que nesta altura são de mero pormenor: o Expresso deveria ter tratado a carta de Belmiro de outra forma; também acho que devia ter dado, na altura, alguma explicação aos seus leitores;
- O Expresso não tem "boa imprensa"! É um fenómeno interessante para se perceber melhor, mas parece-me que há muito mais tolerãncia (empatia?) para com outros jornais, rádios ou mesmo televisões do que para com o semanário;

setembro 03, 2005

O Expresso e o mau jornalismo

A edição de hoje do Expresso dá mais um contributo para a ideia que o jornalismo que por lá se faz não tem qualidade (o que, felizmente, muitas vezes não é verdade...).
Belmiro de Azevedo desmente a notícia do apoio a Cavaco Silva, através de uma carta. O que é que o Expresso faz?
Desterra a carta para a página dos leitores (!) e não apresenta uma única explicação (há alguma coisa a explicar? Penso que sim). Na primeira página, a meio da coluna "24 Horas", 20 linhas com o título "Belmiro assinala que ainda não decidiu".
Dois excertos da carta de Belmiro de Azevedo para se perceber melhor:
Indo directamente ao assunto, direi que a notícia não tem qualquer fundamento e não tenho a mínima ideia de qual terá sido a fonte de entre «sociais-democratas e de elementos próximos de Cavaco (…).
Em face disto, é meu entendimento que só o EXPRESSO pode, com relevo semelhante, pedir desculpa aos seus leitores por ter publicado uma notícia totalmente não fundamentada
” (sublinhados meus).

O Expresso não fez nada disso. E portou-se mal (ou será que os seus responsáveis pensam que os leitores não se chateiam com estas coisas? Limitam-se a comprar o saco plástico e a usar os suplementos para limpar os vidros?)

PS - Obviamente que concordo com Manuel Pinto

agosto 25, 2005

Eu gosto do 24 Horas

Não estava de férias na altura mas passou-me (até porque costumo ler pelo menos a primeira página). E só esta semana, via "Inimigo Público" de Verão (!), é que me apercebi: o 24 Horas fez mais uma das suas primeiras páginas históricas no dia 12 de Agosto.
Na véspera o jornal tinha noticiado que o advogado de Carlos Silvino, no processo Casa Pia, tinha sido apanhado com álcool a mais. Durante esse dia aperceberam-se no jornal que se tinham enganado (afinal era o próprio advogado das alegadas vítimas da Casa Pia e não José Maria Martins). No dia 12 de Agosto a manchete era: "O advogado da Casa Pia é que foi apanhado pela GNR". E ante-título (mas com letras bem grandes): "O advogado de Bibi não ia com álcool a mais. O 24 Horas errou, pede desculpas a José Maria Martins e aos leitores".

Não é a primeira vez que o 24 Horas faz uma manchete destas. Lembro-me quando escreveu que Jardel recebia da Segurança Social portuguesa. No dia seguinte corrigiu, com igual destaque, na primeira página, incluindo um pedido de desculpas. Há, penso, mais dois casos parecidos.

O que dizer desta contrição pública?
Primeiro que é muito saudável; segundo, que mais nenhum jornal a faz de uma forma tão exposta; terceiro, que é inteligente, evita processos em tribunal (ainda que neste caso se fale num pedido de 200 mil euros de indemnização), e que mostra que o marketing da sinceridade funciona; quarto, contraria a má imagem de jornal tabloide, com laivos sensacionalistas; quinto, que é mau jornalismo dar uma manchete daquelas, envolvendo directamente uma pessoa, sem a confirmar;

Nota final: eu gosto (simpatizo?) do 24 Horas. Acho que faz falta no nosso jornalismo um jornal que exercite o tabloidismo de uma forma ingénua (é um elogio...) ou inocente. Às vezes é divertido, outras nem tanto (e muitas irritante). Mas o facto de haver um jornal, que até é um sucesso de vendas, como o 24 Horas, é também uma forma de evitar o aparecimento de jornais bem mais perigosos para a comunidade.

agosto 09, 2005

(act) O instável exercício jornalístico

Ainda quase ninguém tinha lido os jornais e já nas rádios, esta manhã, se fazia ouvir o comunicado de Manuel Maria Carrilho, desmentindo a manchete do DN*.
Estamos perante um caso clássico de um-contra-um - em quem acreditar?
Mas há algumas coisas que podem ser acrescentadas:
- as declarações de MMC ao DN aparecem entre aspas e, diz o artigo, foram ditas ontem;
- MMC diz no comunicado que, além de serem "falsas, infundadas e totalmente especulativas", "não correspondem ao teor das declarações prestadas pelo candidato aos jornalistas". Mas o jornalista do DN pode ter falado a sós com Carrilho (caso contrário, o assunto seria notícia noutros jornais);
- o jornalista do DN gravou as declarações de Carrilho? Se sim, e estas são rigorosas, Carrilho assinou a suas despedida da corrida eleitoral; se não, vamos ficar "cada um na sua". Amanhã o DN trará o comunicado de MMC e noutro texto dirá que reafirma tudo quanto foi escrito.
- finalmente, nem no "site" de MMC nem na página do DN há qualquer referência ao caso ou aos seus desenvolvimentos. Não basta elogiar ou reconhecer as virtualidades da internet. É preciso integrá-la! (ver exemplo do Portugal Diário)

* Deve, neste caso, uma rádio, dar um desmentido de uma notícia que não é sua? Se a noticiou, citando a origem, também deve noticiar o desmentido.

Act a 12/8: Ontem o DN fez aquilo que era previsível (e normal) que fizesse - reafirmou a sua história e a confiança no jornalista. Mas de várias leituras ficam alguns dados mais:
- o jornalista do DN diz no seu texto "De Alegre a Soares, o «on» e o «off»" que MMC fez aquelas declarações na presença de mais uma testemunha, por sinal jornalista. Assim sendo, e caso esta confirme a versão do DN, cai por terra a teoria do candidato Carrilho (alguém sabe se essa jornalista escreveu alguma coisa?);
- o jornalista do DN, nesse mesmo texto, deixa entender que tudo não passou de mais um caso de equívoco entre «on» e «off»: Carrilho disse, mas pelos vistos pensaria que era uma conversa informal. "Nem eu o citaria em on, como fiz na edição de ontem, se tivesse pressuposto o contrário", diz Francisco Almeida Leite. Portanto não é uma questão de Carrilho pensar aquilo ou o contrário, mas de não ser conveniente dizê-lo. Talvez por isso tenha telefonado a Alegre e a Soares...
- o Público de ontem diz que Carrilho desmentiu a notícia às três e meia da manhã, mal a edição do DN ficou na rede;
Com estes dados acho que já é possível emitir uma opinião sem estar baseada (apenas) na óbvia solidariedade jornalística: MMC mais uma vez mostrou o que é a gelatina política. E se alguém tem dúvidas pode ler este texto. Está lá tudo!

maio 24, 2005

(act) Uma estória triste...

e conta-se assim:
1) no dia 17 de Maio o Público, na abertura da secção de Cultura, publicava uma notícia de 17 linhas com o seguinte título: "Novo livro de García Marquez em português" (confesso que estranhei haver um novo livro de GGM, sempre tão raros, no mesmo ano de «Memórias das Minhas Putas Tristes» e a merecer 17 linhas, mas...)

2) dois dias depois, na rubrica «O Público errou», escreve-se que "o livro é da autoria do diplomata e amigo do Nobel colombiano, Plinio Apuleyo Mendoza, actual embaixador daquele país em Lisboa, e regista conversas entre ambos. Pelo erro pedimos desculpa aos leitores, ao autor e ao editor do livro".

3) mas nessa mesma quinta-feira, a Visão, na sua página «Em foco», escreve (com foto de GGM): "Lançamento do novo livro do escritor colombiano GGM, O aroma da goiaba, que surgirá nas livrarias até ao final do mês (...)"

Amanhã a Visão pedirá desculpa por ter sido ingénua?
ACTUALIZAÇÃO a 25/5: Não.

maio 12, 2005

Última do caso para fazer jurisprudência

Lembram-se?

Este parece ser o derradeiro desenvolvimento: "A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) considera que o jornal Público «incorreu na prática de crime de desobediência qualificada previsto e punido nos termos da alínea a) do artigo 32.º da Lei de Imprensa», por não ter publicado a rectificação a um artigo inserido na edição de 15 de Dezembro de 2004, com o título Parecer - Ordem diz que aborto raramente se justifica por razões psíquicas"

maio 06, 2005

A credibilidade dos protagonistas

Há muitos anos um dirigente do PS fez, na TSF, declarações sobre os "jobs for the boys" (basicamente, um militante do PS é sempre melhor do que qualquer outro...). Pouco tempo depois dessas declarações passarem, o mesmo dirigente contactou-me pedindo para se desmentir - afinal não era isso que queria dizer!
Depois do choque inicial, encontrámos internamente uma solução airosa: reconhecíamos o direito ao protagonista de se corrigir ou desmentir, mas sem ignorar a sua primeira versão. Vai daí, na mesma peça, passavam os dois sons - absolutamente contraditórios - do mesmo protagonista, devidamente enquadrados na evolução cronológica!
Vem isto a propósito de uma notícia do Expresso da semana passada ("Nobre Guedes e o Expresso"). Ali dá-se conta de como o dirigente do CDS fez umas declarações a este jornal, criticando Telmo Correia, mas desmentido-as ao próprio ainda antes delas sairem no jornal de sábado!

PS - já agora, no DN de quarta-feira encontrei (pág. 26) algo insólito: o jornal publicou uma notícia (em 1998) e o visado reagiu (na RTP), dizendo que "correspondia a um artigo encomendado por um determinado lobby do Ministério da Saúde". A jornalista processou-o e, na sequência de um procedimento judicial que terminou em acordo, o visado apresenta no jornal um "pedido de desculpas público", "já que não se quis pôr em causa a idoneidade e empenho profissional que se reconhecem à jornalista (...)"

março 08, 2005

Duas notícias, dois desmentidos...

No DN "fonte próxima de Sócrates" confirma um encontro com Kofi Annan em Lisboa; no Público "o secretário-geral das Nações Unidas estará em Lisboa no dia 13 para se encontrar com o Presidente da República, estando também previsto um encontro a sós com o recém-empossado primeiro-ministro, José Sócrates".

Neste cenário, se o desmentido do portavoz do MNE tem algum sentido (desmente porque não sabe e deveria saber porque ainda é ministro...), como entender o desmentido de Belém (noticiado há instantes pela TSF)? Annan vem encontrar-se com o Presidente mas Jorge Sampaio não sabe?

Enganar(-se) um jornal é relativamente fácil, mas dois?!
Uma estória para acompanhar (embora me pareça que a fonte socrática é a chave do problema)...

ACTUALIZAÇÃO (1) a 9/3 - no Clube de Jornalistas: "Ambos os jornais dão conta do desmentido nas respectivas edições «on line», mas dos autores das notícias não se leu, até agora, nem uma palavra"

ACTUALIZAÇÃO (2) a 9/3 - O que dizem os jornais de hoje?
O DN explica que "a impossibilidade de o secretário-geral da ONU estar em Lisboa mais do que umas horas durante a tarde e a noite de sábado inviabilizou (...) no final da semana passada (...) a concretização das audiências previstas";
O Público: "Face aos desmentidos, o PÚBLICO apenas pode confirmar que a visita esteve a ser preparada e chegou a estar agendada".
Já o Diário Económico explica que "nem no gabinete do secretário-geral da ONU nem na representação diplomática de Portugal nas Nações Unidas chegou a ser equacionada uma viagem a Portugal nesta altura. Em Belém também nada se sabia".

Ilações a tirar:
- se houve alguma coisa de facto, quando escreveram já estava ultrapassada (como é que não o confirmaram? Aparentemente os que desmentiram ontem teriam feito o mesmo na véspera);
- com dois jornais a noticiarem o mesmo, a fonte só pode ser a mesma;
- parece certo que a fonte enganou os jornalistas; ou os jornalistas é que se deixaram enganar?;
- este caso é insólito porque envolve dois jornais em simultâneo e agrava a ideia de que o jornalismo saiu mal deste caso;

fevereiro 27, 2005

Exp2 - Sinergias perigosas

A edição de sábado terá entrado para a história do jornalismo português - pelo menos quando se estudarem as diferentes sinergias de grupo e os diversos impactos em cada um dos produtos irmãos...
E digo terá entrado porque pela primeira vez (?) um jornal publicou um desmentido de outro (como notícia e não como publicidade)!
O insólito acontece na primeira página do caderno de Economia, com uma carta da revista Exame (do universo de empresas de Pinto Balsemão). Aconselho a leitura, pelo inesperado, mas aqui fica o início:
"A «Exame» e Teixeira Pinto (título)
A Revista «Exame» publicou esta semana um comunicado, que reproduzimos na íntegra...
(e segue-se uma correcção da Exame a um artigo sobre o novo presidente do BCP, com um pedido de desculpas "a Paulo Teixeira Pinto e aos nossos leitores". Quais leitores? Os leitores? Mas quais leitores? Os leitores!

fevereiro 10, 2005

Cavaco, o Público e eu... (mais)

O que dizer da "Nota de Direcção" na primeira página do Público de hoje?
- talvez que tem 24 horas de atraso;
- que era óbvio, desde o primeiro momento, que "permitia um desmentido nos termos do de ontem" (ou jogaram na roleta? "pode ser que ele não desminta...");
- que se a primeira notícia "resultou do cruzamento de várias fontes", por que é que referiram apenas uma?
- que, desde o primeiro momento, faltaram dados de enquadramento (local onde disse, quando é que defendeu isso mesmo) que servem para suportar a falta de credibilidade inerente a uma fonte anónima;
- que o problema não foi nem é a palavra "aposta". Acho que se tivessem escolhido "prevê", como referem, Cavaco teria desmentido na mesma;
- que - e é a nota mais sensata da posição da Direcção Editorial - "se devem respeitar os silêncios dos políticos: as convicções jornalísticas sobre as suas intenções ou desejos, mesmo as melhor fundamentadas, devem ser apenas objecto de textos de análise ou de comentário". Ou seja, a notícia original até pode ser verdadeira, mas como afirmá-la perante um desmentido formal, quando, do outro lado, há apenas fonte(s) anónima(s)?
Se tivermos, todos, aprendido alguma coisa com isto já valeu a pena. Mas o Público sai mal, disso não tenho dúvidas!

fevereiro 09, 2005

Cavaco, o Público e eu...

muito se escreveu sobre o caso, e talvez não haja nada mais a acrescentar, mas - já agora - gostava de partilhar com os eventuais leitores este caso: ontem estive a fazer os noticiários na TSF, a partir das sete da manhã. Quando li o título da primeira página do Público achei que tinha ali a notícia de abertura das várias edições, mas também estranhei o pouco destaque que (lhe) era dado. Depois fui à página 8 e fiquei desiludido: a notícia não tinha substrato! E ignorei-a durante toda a manhã (apenas foi referida na revista de imprensa).
Hoje vi que o Público voltou "à carga" e entretanto Cavaco desmentiu formalmente essa notícia.
Que conclusões?
- O Público sai muito mal deste caso (e é mau quando um órgão de comunicação social já não inspira total confiança, provocando, em alternativa, alguma reserva à partida);
- O Público perdeu muito mais do que eventualmente terá ganho (ganhou alguma coisa?);
- A partir do momento em que algum dos candidatos comenta a notícia do Público ela ganha uma dimensão difícil de ignorar; o que se traduz numa situação perversa: o facto, em si, não é notícia, mas o seu desmentido já será?
- O que é que o jornal vai dizer amanhã, depois do desmentido de hoje?

janeiro 04, 2005

Os desafios do DN

É hercúlea a missão de Miguel Coutinho (e de toda a redacção, obviamente) para recuperar o Diário de Notícias para um patamar que perdeu há vários anos: aliar uma qualidade jornalística a um volume de vendas com um mínimo de massa crítica (40 mil pelo menos....).
Um dos desafios principais passa por aumentar a imagem exterior de credibilidade do jornal.
Ontem, terá havido um passo atrás!
O jornal divulgou, na discreta página 7 do seu suplemento de economia, que «o PS pondera aumento do IVA após eleições». Assinada por dois experientes jornalistas da editoria económica, a notícia cita apenas uma fonte anónima socialista (e não tem qualquer chamada à primeira página do jornal).
Os desmentidos (pelo portavoz socialista para a economia) começaram de manhã, nas rádios, seguiram-se as televisões, José Sócrates também desmentiu e hoje toda a concorrência desmente o DN, incluindo o DN!
Algumas notas:
- O jornal nem tirou verdadeiramente partido da sua própria notícia de ontem;
- O jornal não acreditou na sua própria notícia?
- O balanço final é claramente negativo: múltiplos desmentidos associados ao DN;
- O jornal não dá, na edição de hoje, uma linha sobre o assunto! O que é que os responsáveis do DN acham que os seus leitores - que ontem acreditaram naquilo que leram - acham, hoje, do que já sabem?


novembro 11, 2003

Lidar com os desmentidos - Ferro e o Correio da Manhã
Uma das principais fragilidades do jornalismo português (não sei como será com outros países) é lidar com desmentidos.
O Independente fez história ao ignorá-los, pagando caro por isso. Mas o mal é generalizado, na rádio, na televisão e na imprensa.
A primeira página do Correio da Manhã de hoje é elucidativa: depois de ontem terem gritado "Três jovens envolvem Ferro", hoje lê-se num minúsculo caixilho "Ferro desmente ter sido confrontado com os três depoimentos".
Curiosamente, no Público a manchete é "PGR confirma que FR não foi confrontado com testemunhos incriminatórios".
Em editorial o Correio da Manhã garante que mantém a primeira versão. Mas isso não devia impedir um destaque proporcional ao desmentido (que são dois, de FR e do PGR).
O facto de não existir - e não há, neste caso - um tratamento equilibrado desacredita a comunicação social e o jornal em concreto. Muito mais do que assumir as várias versões ou, mesmo, um eventual erro.
E mais legitimado ficaria o jornal quando/se tiver forma de confirmar a primeira versão.