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Uma explicação

«Os textos do Blogouve-se» é uma espécie de livro virtual: quando, há cerca de um ano, me sugeriram a hipótese de escolher uns 500 textos do blogue para os publicar em livro, recusei a ideia. Houve outras razões (mais pessoais), mas prevaleceu esta em particular: qual é a necessidade de passar para o papel uma realidade que nasceu na Internet? Por que é que há-de sair da Internet? A Internet não tem dignidade suficiente? Claro que tem.

Por isso, em vez de 500 textos que estariam em papel, consegui seleccionar cerca do dobro. Em vez de desaproveitar as hiperligações, recuperei-as (as que se mantém actuais, claro). E, sobretudo, tentei aproveitar o facto de o digital permitir uma execução dinâmica do livro - tal como a sua leitura.
É uma experiência - com muitas limitações, a começar pelas características de conjuntura dos textos e a eventual falta de qualidade de muitos deles - mas é uma experiência (acima de tudo, gostaria que fosse entendida como uma forma de valorizar a blogosfera e um contributo para a discussão do jornalismo - contra o apagamento da memória).

Algumas notas mais:


- Os textos do blogouve-se não é o repositório dos mil textos escritos em três anos - alguns foram eliminados, outros reajustados (e perderam-se os comentários, além de várias hiperligações); da mesma forma, quando e se for feita uma actualização, seguirei o mesmo critério (outra coisa diferente são os arquivos que estão on line no blogue - excepto os da primeira fase, que por razões alheias à minha vontade foram retirados pelo operador;


- Os textos são arrumados, dentro da mesma categoria, pela data em que foram escritos - penso que é a solução mais lógica e honesta para uma leitura concentrada, no espaço e no tempo, de algo que pode ter demorado três anos;


- Preciso, também, de pedir alguma indulgência para o facto de ser possível encontrar algumas ideias repetidas (em textos diferentes), precisamente por não ser possível saber se já tinha escrito sobre determinado assunto, e, menos provável, uma ou outra contradição;


- O mais difícil, para além do trabalho em termos quantitativos, foi a arrumação dos textos num índice. Peço que entendam essas «categorias» como agregadores de banda larga, não só porque nem sempre é claro onde inserir como porque resumir em duas palavras, às vezes, é ingrato (por exemplo, em Pressões - Assessores estão vários textos que só indirectamente se relacionam com a assessoria de imprensa);


- Esta página não aceita comentários, mas aceita contributos e críticas em blogouve.se @ gmail.com;


- Este trabalho pode ser considerado como um narcisismo intelectual. Não é esse o objectivo.


(Agradeço à Ana Cerqueira o esforço e o empenho)

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