CVM x 500
Está na hora de mais um Pessoal e Transmissível, o nº 500.
O número, tão redondo, merece só por si destaque (pela persistência e pela aposta). Outra nota para o notável trabalho do Diário de Notícias de hoje, que não está on-line: em duas páginas, cinco entrevistados de Carlos Vaz Marques fazem perguntas ao jornalista da TSF - que responde!
Mas não quero deixar de fazer algumas notas sobre o programa:
- CVM afinou um estilo, que talvez se possa caracterizar desta forma: muito bem informado sobre os entrevistados, faz as perguntas com um sorriso, assumindo uma posição de quase-confidente e amigo (ou pelo menos próximo);
- As entrevistas não se destinam a produzir notícia, mas muitas vezes são notícia pela qualidade/impacto dos entrevistados;
- CVM faz tudo sozinho (nomeadamente as entradas, que não resultam do acaso, ou as saídas casando com a publicidade - tudo aquilo tem uma lógica evidente);
- CVM é aquele que revela os convidados, que os convida a abrirem-se, com intervenções muito curtas, na linha de Ana Sousa Dias; ambos representam uma forma de fazer entrevista - curiosa mas não tanto combativa;
Longa vida ao camarada CVM!