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Provedores contra o azul

Os dois provedores em exercício abordam o azul das primeiras páginas nas suas crónicas desta semana.
Ambos se mostram críticos.
Manuel Pinto: «Já havia o "jornalismo amarelo" para designar a exploração sensacionalista das notícias. Há que contrariar esta tendência para o "jornalismo azul", que subordina as mesmas notícias aos interesses dos anunciantes».
José Carlos Abrantes: "as políticas editoriais não podem ser feitas sob o desígnio dos poderes da economia, nem da política, nem das modas, nem dos poderes corporativos de uns e de outros. São os critérios editoriais que definem os jornais, dando-lhes uma identidade apreciada pelos leitores, que escolhem um destes, entre a oferta do mercado".
A grande diferença é que Manuel Pinto fez o trabalho de casa (de provedor) e ouviu - apesar do pouco destaque, ligeiramente menor do que o dado ao comunicado do Sindicato dos Jornalistas - o director do JN. Já o provedor do DN ouviu, na sua crónica, um ex-presidente da Organization of Ombudsmen News...

PS - Há uma ideia de Manuel Pinto com a qual concordo: "Este provedor entende que, mesmo perante processos de uma dimensão quase transcendente, há um recurso de que as Redacções podem deitar mão e que, neste caso, não foi feito: é explicar aos leitores a situação criada, as opções ponderadas e os porquês e condicionantes da solução final" (sublinhado meu).

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