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ECT vítima de si próprio?

Sou dos que acham que um crítico (ou um jornalista) tem de ter as suas incompatibilidades muito bem definidas. E não é a primeira vez que aqui me refiro a eventuais incompatibilidades profissionais do crítico de televisão Eduardo Cintra Torres.
Ontem, no Público, o crítico do Olho Vivo conta como é que terá sido vítima de si próprio:
"No sábado, 8 de Outubro, o PÚBLICO incluiu um texto do deputado do PS Arons de Carvalho em que, pela terceira vez desde 2001, ele, totalmente a despropósito, "denunciava" (a palavra é dele, em 2001) uma minha relação profissional com a Media Capital (a co-autoria de canais de música na internet); no dia seguinte e no mesmo local, voltei a esclarecer essa colaboração; e escrevi que ela não condicionava a minha opinião sobre o interesse do PS e do governo na compra da Media Capital pela Prisa.
Seis dias depois da denúncia de Arons, a Media Capital interrompeu essa minha colaboração. Desta forma, ficou satisfeita aquela que era, na minha opinião, a intenção da denúncia.
Não é a primeira vez que, em plena "democracia consolidada", sou prejudicado na minha actividade profissional por "delito" de opinião. Mas não tenciono vergar-me a pressões e prejudicar com isso a minha consciência e a opinião que presto aos leitores.
"

(é evidente que acho censurável o caso. Mas espero que ECT continue a escrever sobre televisão - e rádio...)

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