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(jc) O verdadeiro demolidor?

João Miranda, do Blasfémias, fez um exercício de jornalismo comparativo, para concluir que vários jornais ignoraram o facto de Sócrates não ter sido o verdadeiro demolidor.
Em concreto, João Miranda afirma que "Os jornalistas politicamente empenhados que não querem comprometer as suas fontes governamentais estão todos nos chamados jornais de referência". No fundo, tratar-se-á de algum tipo de branqueamento e de, portanto, parcialidade.

Eu gostaria de acrescentar duas notas:
- o facto do primeiro-ministro ter sido (apenas) o demolidor simbólico deveria ter sido referido (é um "fait divers", sem substância, mas que eu incluiria). É um pormenor que o DN ignora (às 8 da noite a SIC explorou a questão, não era portanto novidade para os jornais), mas que o Público refere na edição impressa. JN e Publico usam a palavra "simbolicamente". Correio da Manhã e 24 Horas desenvolvem o assunto. Opções.
Para mim seria fundamental referir que o gesto do primeiro-ministro foi simbólico.

- O blasfemo também diz que "Ai se fosse com o Santana...". É verdade. Santana vivia numa espiral de disparates que a comunicação social ajudou a amplificar.

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