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A GR e as fontes; Joaquim Vieira explica

Joaquim Vieira deixou hoje uma resposta nos comentários a este texto, que não hesito em transcrever aqui (sublinhado meu):

"Há muito que considero, de facto, que é o jornalista que tem a obrigação de verificar se a fonte actua ou não de boa fé, se a informação que transmite é fidedigna ou não. Se a informação está errada, se a fonte enganou deliberadamente o orgão de informação, a culpa é sempre do jornalista, que foi na cantiga, que não fez o trabalho de casa (verificação com outras fontes, etc.), isto é, não foi um profissional competente. Caso contrário, entramos num terreno pantanoso, em que as fontes nunca sabem se os jornalistas as podem denunciar ou não, porque eles vão decidir a seu bel-prazer se foram ou não enganados (vide o caso do DN com o ex-director de PJ, Fernando Negrão). Ou seja, é impossível traçar uma linha entre "intenção de enganar" e "intenção de não enganar" - isso fica sempre ao livre arbítrio do jornalista. Ou quem é que, se não ele, poderá julgar das intenções verdadeiras das fontes? Será uma forma de os jornalistas fugirem às suas responsabilidades."

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