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Mais das "vozes graves e sérias"

"Tal postura ["a linguagem do radiojornalismo pensada exclusivamente enquanto texto") tinha como contrapartida o locutor absolutamente neutro, despessoalizado, mero «instrumento de estúdio». O padrão de «sobriedade de locução» que vigorou então, e que ainda hoje é tido como o ideal em muitas emissoras voltadas para um público de elite, foi buscado, significativamente (...) na forma contida adotada pelos jornalistas na cobertura de cerimônias fúnebres. No entanto, a contenção ensaiada nunca foi suficiente para dotar a voz humana de uma neutralidade que, é de fato, impossível."
Eduardo Meditsch in "A Nova Era do Rádio: O Discurso do
Radiojornalismo Enquanto Produto Intelectual Eletrônico

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