Relatos feitos em estúdio
As rádios começam a confrontar-se com uma nova realidade: a exigência, por parte de clubes e organizações de competições, de pagamento de direitos para autorizar a transmissão dos relatos em directo.
A falta de um sistema de audiências com valores objectivos sobre o real impacto da programação, a dificuldade em conseguir patrocínios (por causa da televisão?) e os valores por vezes elevados (dois a 15 mil euros...) estão a levar as rádios a optar por fazer os relatos em estúdio - com recurso às imagens de televisão.
Aqui não vou discutir se essa opção mata o próprio relato, mas apenas as questões deontológicas: um relato feito em estúdio deve ser sinalizado como tal junto dos ouvintes. No início e no recomeço da segunda parte, por exemplo.
E os ouvintes que ligam a meio?
Não faz sentido estar a dizer de cinco em cinco minutos. As duas sinalizações propostas têm um carácter simbólico, de respeito pelo ouvinte.
PS - o mesmo se passa com a introdução de som ambiente nesse relato de estúdio: som ambiente apenas o original, o resto (gravações...) é enganar o ouvinte!