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Vícios privados, Públicas vergonhas

O Público de sábado divulga uma investigação que põe em causa a idoneidade de determinada pessoa (por acaso, o actual portavoz do PS). Mas não o ouve! O visado responde num texto violento ontem divulgado como direito de resposta, em que - entre outras coisas - põe em causa isso mesmo ("publicada sem que previamente fosse ouvido o visado e sem que quaisquer diligências tenham sido feitas nesse sentido, violando assim, grosseiramente, as mais elementares regras legais e deontológicas").
Hoje o director do Publico dá razão ao visado (!) mas o jornalista em causa contesta! Tudo na mesma edição...
Como é que uma coisa destas pode acontecer?
Não estamos perante o famoso pluralismo que os jornalistas tanto gostam de apregoar, mas perante outra coisa qualquer:
- como é que o jornal aceita publicar um texto daqueles sem uma tentativa de ouvir o visado?
- se aquele era o texto mais importante (ou polémico) da edição de sábado como é que ninguém achou que faltava qualquer coisa?
- ou o assunto não é pacífico entre a própria direcção?
- "exigir" ao jornalista que tentasse contactar o visado não é censura; é jornalismo!
- como é que um jornalista - com as capacidades de JAC - diz que não precisa de ouvir o visado?
Que o provedor nos ajude a perceber melhor este momento muito fraco que o Público decidiu partilhar com os seus leitores...

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