Ainda as empresas de comunicação...
Há vários empresários da chamada "indústria das relações públicas" que defendem a desregulamentação da actividade e que, portanto, aplaudem a situação que se vive em Portugal.
A actividade destas empresas (que fazem conselho em comunicação, assessoria mediática, planeamento estratégico, etc) é marginal à lei. Não é "fora da lei" porque não há qualquer lei que as enquadre. Marginal, apenas...
Por isso, também, não estão vinculados a qualquer código deontológico, a não ser voluntariamente.
Como escrutinar a actividade destas empresas?
Numa altura em que se fala tanto no poder dos jornalistas (talvez a actividade profissional mais esmiuçada e regulamentada em Portugal), é bom lembrar que faria sentido enquadrar legalmente o que fazem os profissionais de relações públicas - que até nas designações divergem.
E se há quem defenda a actual desregulamentação, outros lutam há anos pelo reconhecimento oficial da Profissão.
(cfr "Lima acusa agências de comunicação");
Actualização: "A APECOM (Associação Portuguesa das Empresas de Consultoria em Comunicação e Relações Públicas) repudiou, em comunicado, o facto de Fernando Lima, ex-director do Diário de Notícias, ter afirmado na Alta Autoridade para a Comunicação Social que foi «vítima de uma luta de agências de comunicação que tentam influenciar a informação do poder para obter vantagens». (...) Assim, a APECOM pede-lhe que concretize publicamente as suas afirmações, sendo essa a «posição responsável que dele se espera»