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A responsabilidade jornalística de um estagiário

Na semana passada deixei duas referências ao texto do provedor do Público. E mais uma poderia ter sido feita. O facto de Joaquim Furtado recuperar o assunto nesta semana empurra-me para essa terceira alternativa: a responsabilidade jornalística de um estagiário.
Resumidamente, o caso conta-se assim: em Lisboa realizou-se um colóquio sobre jornalismo; o Público destacou um dos seus estagiários curriculares, que assinou o respectivo texto (Interesses Económicos Influenciam Escolha das Notícias). Um dos intervenientes não gostou da selecção feita pela jornalista e protestou. Originou a crónica de Joaquim Furtado da semana passada.
Primeiro que tudo é preciso distinguir uma confusão semântica: quando falo em "estagiário pós-curricular" refiro-me aos que acabaram as licenciaturas em jornalismo e que procuram nas redacções o complemento formativo necessário (e não ao que, antigamente, se chamava de estagiário - dois anos antes de ser jornalista, mas já com vínculo).
Estes estagiários são obviamente inexperientes (estão a aprender a...) e não têm qualquer ligação à empresa. Poderão produzir textos/peças como produto final (assinados ou não)?
Do seu próprio ponto de vista essa possibilidade é óptima, para algumas empresas representa mais um texto/peça feito (à borla). Mas para o jornalismo?
Eu que também sofri nos estágios (e para os conseguir), que já acompanhei dezenas de recém-licenciados, acho que não é bom.

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