Voyeurismo mas não privacidade... no banco de suplentes
O episódio da gravação e posterior transmissão de uma conversa entre o treinador do Benfica e o seu adjunto remete, aparentemente, para o domínio da privacidade.
Mas remete, mais, para a obtenção de informações por meios leais.
Ou seja, pessoalmente, e neste caso em concreto, não me importa tanto que seja "seja lamentável que num espaço reservado, não exista privacidade" (Álvaro Magalhães) mas já acho que o director de comunicação do Benfica, Cunha Vaz, tem razão quando diz que "O técnico e o técnico-adjunto do Benfica foram escutados sem que para tal tenha sido dada autorização".
Essa é que me parece ser a questão principal.
O banco de suplentes não é um local reservado, mas as conversas que lá decorrem só podem ser transmitidas se houver autorização prévia.
A gravação, como aconteceu, sem que soubessem que isso podia acontecer, foi obtida por meios desleais. E aqui não se pode invocar qualquer interesse público - que seria justificado no caso-Octávio Lopes (os dois casos têm semelhanças mas não ouvi nada nesse sentido).
No basquetebol é normal assistir às conversas dos treinadores com jogadores, nos intervalos, mas eles sabem que anda um microfone (e uma câmara) por lá.