Coisas que fascinam /Incompatibilidades
Ficou perdido, mas não esquecido, o artigo de José Vegar na Grande Reportagem de 21/8/04. Chamava-se: "Cassetes - Colisão Fatal".
São oito páginas mas retiro dois excertos:
- "[Carlos Tomás, jornalista do JN, autor do livro «Carlos Cruz - As Grades do Sofrimento"] acrescenta ainda que a sua convicção de que «Cruz é inocente» não implica «qualquer proximidade com a defesa» do conhecido apresentador de televisão e que, após a publicação do livro, deixou de trabalhar, por decisão própria no processo Casa Pia (a direcção do JN informa que, tendo autorizado Tomás a publicar o volume, tomou a iniciativa, após conhecer o seu conteúdo, de o suspender da cobertura do tema, «para evitar efeitos de simpatia»)."
- "Sobre o seu trabalho em torno do processo Casa Pia, Van Krieken [«jornalista free lancer e empresário na área da construção de sites na internet e que trabalha há cerca de ano e meio no processo Casa Pia») afirma não ter «nenhuma colagem à defesa», limitando-se a cumprir a sua função de jornalista que é a de «escrever o que se passa, fazer o contraditório(...)»."
Uma nota, que remete para a questão das incompatibilidades e das imparcialidades, arrumadas como opções íntimas ou posições públicas:
- O jornalista Carlos Tomás não deveria ter suspendido a cobertura jornalística da Casa Pia não após a publicação mas mal tomou a decisão de escrever o livro? Ao ficar à espera do momento da publicação deu azo que surgissem dúvidas sobre a isenção dos escritos anteriores. Não havia razão para isso? E após a saída já havia?