A invasão do marketing no produto editorial (e a força dos accionistas)
Do texto do Provedor do Público de domingo:
"(...) Acácio Barradas (...) falou da sua experiência no «Diário de Notícias», em que as reclamações em relação aos cinemas Lusomundo (que pertencem ao mesmo grupo económico do jornal) nunca eram publicadas, sendo exercido um «veto de bolso» por parte do director".
(da notícia "Interesses Económicos Influenciam Escolha das Notícias", que saiu no Público de 20/9 e me passou despercebida)
DESENVOLVIMENTO: O provedor do Público voltou este domingo (3/10/04) ao tema, estimulado pela referência feita neste espaço e, principalmente, pelo contributo de Rogério Santos. Fica um excerto:
"(...) Mas se esta é a substância do comentário de Rogério Santos, há nele uma outra dimensão que vem a propósito observar: há dois ou três anos, se quisesse prestar o seu testemunho, Rogério Santos teria escrito para o provedor, ou para o jornal e aguardaria que os critérios destes divulgassem o seu contributo. Hoje, em vez desse caminho "tradicional", escolheu intervir através de um veículo que lhe garante automaticamente a difusão da mensagem: a blogosfera, esse novo mundo que habita o mundo novo que é a Internet e que, cada vez mais se apresenta como incontornável aos "velhos" mundos da comunicação".