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A invasão do marketing no produto editorial

Desenvolvimento (6/9/04): O provedor dos leitores do Público prometeu abordar este assunto e na primeira crónica depois das férias assina um texto muito bom.
Estão ali quase todas as questões que tenho vindo, aqui, a enunciar, com a vantagem de ter ouvido o director-adjunto do jornal. Nuno Pacheco explica-se, na minha opinião, de uma forma tímida.
Deixo estas duas citações de Joaquim Furtado: - "No caso dos produtos em causa, o seu lançamento torna-se notícia apenas porque o jornal decidiu lançá-los sendo, portanto, do seu interesse promovê-los (...). Na verdade, ao redigir textos daquela natureza, o jornalista aceita reduzir a margem de liberdade que exige noutras circunstâncias, alienando isenção e independência (ainda que o faça em nome do interesse do jornal e do leitor)."
- "Esta ambiguidade que poderia ser resolvida com recurso a soluções externas ao jornalismo, juntam-se outros equívocos: estes textos de promoção ou divulgação - nem sempre assinados - umas vezes surgem editorialmente desvalorizados na secção "Colecções", outras, pelo contrário, aparecem nas páginas da "Cultura".
Tal como é obrigatória a sinalização dos espaços e publicidade, também a verdadeira natureza destes textos deveria ser devidamente identificada. Isto, independentemente do direito que assiste ao jornal de publicitar estas iniciativas, cujo mérito foi, aliás, reconhecido".

Desenvolvimento: a "investigação" prossegue, com novos contributos.
Um deles bem interessante: o provedor do JN, no texto do passado domingo, fala de como vários leitores protestaram por um apoio promocional, que nada teve a ver com o conteúdo editorial. Mas a confusão instalou-se.
Ler em: promoção no jornal mas sem intervenção editorial.

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