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"Enquanto denuncia as incompatibilidades de advogados que passam a ministros, participa ela própria [a classe jornalística] numa vil ciranda, em que se é num mês assessor de um gabinete ministerial para, sorrateiramente, regressar no mês seguinte à redacção e produzir uma prosa isentíssima sobre a política que acabou de servir. A promiscuidade não é de hoje. A falta de vergonha é. Sempre houve alguns cuidados, "períodos de nojo". Agora nem o nojo incomoda".
Sérgio Figueiredo, editorial de hoje do "Jornal de Negócios"