Assessores-jornalistas-assessores
Das duas uma: ou a prática, por continuação, por hábito, por desgaste, se institucionaliza e - daqui a algum tempo (10 anos?) - será perfeitamente normal o vaivém entre jornalismo e assessoria ou é preciso clarificar a situação, "regulamentando" hipotéticas incompatibilidades, nomeadamente na hora do regresso.
Duas referências próximas, que justificam este texto:
- "Onde estão os assessores de Durão Barroso/Maioria regressa às origens" (Jornal de Negócios, de hoje);
- A confusão de Souto Moura, primeiro no comunicado (obrigado LPM...) e hoje em declarações aos jornalistas: a sua portavoz é uma jornalista...
PS - ser assessor de imprensa é, talvez, a profissão mais instável, até porque são raros os que têm uma ligação efectiva à estrutura de que dependem: Sara Pina fez aquilo que o seu chefe queria que ela fizesse (caso contrário, não teria trabalhado tantos anos naquele gabinete); quando as coisas correm mal, paga o assessor ("que nem pertence ao meu gabinete"). Actualização a 17/8: deselegante, no mínimo, a forma como Souto Moura se referiu à sua assessora de imprensa! Uma coisa é sacudir a caspa das costas, outra é vir dizer "não fui eu que a nomeei para o cargo, está lá há quatro anos"...