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Pontuar os discursos em directo

Transmitir - na rádio - um discurso em directo implica alguns trabalhos acrescidos. Por exemplo as pausas para um copo de água (que devem ser ocupadas), os apartes do parlamento (que têm de ser contextualizados e percebidos em casa) ou a excessiva extensão do discurso para o formato-rádio. Para resolver este problema em concreto, criou-se o hábito de pontuar com pequenos resumos, destacando as ideias essenciais, recuperando frases-chave, valorizando um pormenor que - tantas vezes - faz a diferença.
Claro que isto dá trabalho e exige mais concentração do próprio repórter. Além disso implica o bom senso de escolher os momentos em que há intervenção jornalística sem que isso signifique perder-se informação.
O que temos ouvido nos últimos anos é uma massificação (exagero, portanto) desses "rodapés", que muitas vezes nem redundantes são, antes repetitivos com o que acaba de ser dito. E nem sempre em momentos de perda informativa - ouvem-se demasiadas vezes essas intervenções por cima dos oradores (e isso só deve acontecer em duas circunstâncias: quando há, marginalmente ao discurso, alguma informação relevante - um protesto na sala, por exemplo; quando o discurso está em perda, por repetição, por exemplo - mas isso implica a tal avaliação muito rigorosa dos factos).
O resumo final é obrigatório.

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