A publicidade como factor de pressão?
Muito interessante - sobretudo por ter vindo a Público , o que não costuma acontecer - o artigo "Banco Espírito Santo corta publicidade ao grupo Impresa".
Alguns factos:
- depreende-se que o BES, como qualquer anunciante, distribui a publicidade em função de critérios contabilísticos (target/audiências/retorno);
- o BES anuncia(-se) porque espera dividendos e não por mecenato ou generosidade;
- o BES, como qualquer anunciante, tem o direito de escolher os meios onde quer pôr a sua publicidade;
Mas ao cortar a publicidade - como conta a notícia - está a usá-la primeiro como forma de represália e, depois (quer queira quer não), como forma de pressão: no grupo Impresa e noutros grupos de comunicação.
E isso é que é perigoso, porque remete para o ambiente de chumbo que é a auto-censura. Das várias formas de pressão mais ou menos legítimas o recurso aos tribunais é aquela que me parece mais razoável.