O futebol e o relato
O Diário de Notícias publica, em dois dias diferentes, trabalhos sobre os relatos de futebol, tendo como ponto de partida a final de Gelsenkirchen.
As reflexões passam muito por aquilo que aqui se disse, na sexta-feira: foram momentos intensos mas não foi jornalismo.
Uma frase a reter, dita pelo relatador da RDP, Nuno Matos: «O meu trabalho é feito com isenção, mas reconheço que visto a camisola quando se trata de um encontro da selecção nacional ou de um clube português.»
Portanto, é sempre jornalismo, excepto quando...
É consensual que um relato de futebol não é compatível com jornalismo?
David Borges - o melhor relatador da rádio nas décadas de 80 e 90 - provou o contrário. E Carlos Daniel, na mesma linha, também!
PS - uma frase a reter do tal artigo de sexta, da crónica habitual de Migual Gaspar no DN: "Em todos estes momentos, a rádio transformou o acontecimento através da intensidade da voz, da entoação das palavras e do ritmo das frases. Afinal, quem precisa de imagens?"