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A identificação de quem fala - no directo

Eduardo Cintra Torres é uma leitura obrigatória porque se trata de alguém que estimula o pensamento de todos os que interferem no sistema mediático - nem que seja para discordar (mas com argumentos, claro).
ECT, na crónica da passada segunda-feira no Público, questiona o facto de José Alberto carvalho (JAC) ter tratado a mulher de Carlos Cruz pelo nome próprio, em directo, portanto.
ECT não desenvolve o pormenor, mas percebe-se que considera isso um sinal de excessiva proximidade.
E esse tal pormenor é suficiente para estimular aqui uma reflexão.
Será esse tratamento mais próximo sinal da suavização a que se assiste hoje no jornalismo português?
JAC trataria pelo nome próprio um convidado (por telefone ou no estúdio) se a entrevista tivesse um sentido mais escrutinador?
Não (ou)vi a referida entrevista, mas também não é esse o objectivo.
O tratamento/identificação de quem fala, sobretudo em directo, é muitas vezes um momento de desordem no normal funcionamento das coisas...
Como é que JAC deveria ter tratado Raquel Cruz? Por Raquel Cruz, assim mesmo? Não será excessivamente distante e frio?
Faltava ali um "dr" ou uma "professora" (não tanto por deferência mas pelo sinónimo de qualquer função - Raquel Cruz falava na qualidade de Raquel Cruz e de mulher de Carlos Cruz)?
Foi por falta dessa muleta que se optou pelo primeiro nome?
Durão Barroso nunca seria tratado por José Manuel sem que isso fosse entendido como excessiva proximidade?
Se alguém quiser contribuir, a gerência agradece...

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