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Perguntas estúpidas ou perguntas inúteis?

Na sua obrigatória coluna semanal no Expresso, Pedro D'Anunciação escreve, na última edição, sobre as perguntas estúpidas.
É um tema a que sou muito sensível, tendo escrito sobre ele no livro e neste blogue, por diversas vezes.
Recapitulo: não há perguntas estúpidas, como, aliás, se percebe pelo exemplo citado (uma jornalista da RTP perguntou a José Saramago aquilo que muitos portugueses também se perguntaram - como comentava a contradição entre o voto em branco e a sua candidatura ao Parlamento Europeu; o nobel respondeu: "a senhora só faz perguntas estúpidas").
Daquilo que, sobretudo na opinião do interlocutor, pode ser uma pergunta estúpida pode surgir uma resposta muito... interessante.
O que há são perguntas inúteis, aquelas que têm a resposta implícita, e por isso desnecessárias.

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