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Imparcialidades e incompatibilidades.

Um jornal desportivo noticiou no último dia do mês passado (e deixei passar algum tempo, para retirar alguma carga pessoal) que um dos jornalistas que acompanhavam o estágio da selecção fez anos e foi distinguido pelo seleccionador e pelos jogadores, que lhe cantaram os parabéns durante a palestra. Recebeu, ainda, da Federação uma camisola com o seu nome e número (50 - o do aniversário).
É uma situação, só por si, promíscua?
Na minha opinião não.
Não tenho do jornalismo uma visão de "faca nos dentes" nem de distância absoluta face aos protagonistas.
E, por isso, considero que, por si só, este facto não vai impedir o jornalista de criticar negativamente aqueles que com ele tiveram aquela distinção.
É certo que há o ser e o parecer. Mas isso é da esfera pessoal de cada um.
Compreenderia que um jornalista, a trabalhar com a selecção, e invocando as suas próprias incompatibilidades/consciência, recusasse a "homenagem"? Claro que sim.
Na memória de muitos ainda está o episódio triste da selecção no último mundial de futebol.

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