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Viva a rádio!

Os do marketing da rádio, no Brasil, costumam usar este argumento para mostrar que a rádio não fica atrás da televisão: esta tem quatro horas de "prime time", a rádio tem pelo menos 12!
Vem isto a propósito de um episódio que se passou comigo e que não resisto a contar:
- um amigo meu, sportinguista, que eu tinha convidado para assistir ao Rio Ave-Sporting, não pôde fazê-lo, por compromissos anteriores. Pouco antes da meia noite ligou-me, porque ainda não sabia o resultado. Quando lhe disse 4-0 não acreditou.
Cinco minutos depois da meia noite estava a ligar-me, porque continuava sem acreditar: tinha visto o noticíário da meia noite da SIC Notícias (que é só títulos) e só se falava de pobreza, do Iraque, de manifestações e de Israel. "Se o Sporting tivesse perdido 4-0 a SIC tinha noticiado", disse-me!
E é capaz de se ter deitado sem ter a certeza. À meia noite, na TSF, por exemplo, o assunto era abertura, já com declarações dos dois treinadores.
É provável que a Sic Notícias, no seu espaço entre as onze e a meia noite, tenha noticiado o resultado. Mas foi incapaz de mudar o alinhamento dos títulos, que estavam prontos há algum tempo - e que, repito, fazem o noticiário da meia noite.
A televisão concentra muitos esforços no horário-nobre e, aí, é quase imbatível. Mas há muita vida antes e depois.
A rádio é mais ágil, mais imediata, mais informativa. Mesmo que não tenha, nem de perto nem de longe, a mesma notoriedade.

(E viva o Rio Ave...)

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