Incompatibilidades- escrever sobre acções e comprá-las...
O Expresso de sábado faz uma página com um tema suscitado há algumas semanas, num artigo de opinião de Pinto Balsemão, a propósito de uma directiva europeia sobre mercados financeiros (e que motivou um texto, aqui, a 27/1/04).
O Expresso mandou um questionário a 150 jornalistas de Economia, com perguntas sobre eventuais incompatibilidades entre escrever sobre bolsa e ter acções (recebeu 62 respostas).
O texto não está on line e, devido à extensão e complexidade de argumentos, exige uma leitura.
Reafirmo apenas a minha posição: jornalista que escreve sobre bolsa não deve ter acções (aliás, o director do Público promete incluir a questão no próximo livro de estilo); aceito, no limite, a hipótese de investir em fundos de acções (onde não se controla a unidade), como sugere o Código de Conduta do Expresso.
Qualquer outra alternativa, como declarar as acções ou haver uma autoridade de controlo, só pode dar mau resultado.