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Provedores

Boas notícias: Joaquim Furtado já começou a trabalhar como provedor do Público e (diz o Público de hoje), Manuel Pinto sucede a Fernando Martins, em idênticas funções no JN, a partir de Fevereiro.
Óptimas notícias, por sinal - o que intriga é que só haja três jornais com provedores (DN, JN, Público, uma vez que o Record apenas parece...).
E se Joaquim Furtado já está em funções, já tem com que se entreter: da edição de ontem uma notícia em tudo contrária ao que diz o livro de estilo do Público:
O antetítulo assusta logo: "A confissão";
depois o título: "Homicida de Maiorca em prisão preventiva"
Primeiras linhas:
"O motorista da Câmara da Figueira da Foz que anteontem à noite matou a esposa e a sogra a tiros de caçadeira (...) onde assumiu a autoria dos crimes. O detido entregou-se no posto da GNR de Maiorca, afirmando ter morto a esposa...".
Ou seja, está julgado e condenado.
E quanto à confissão, cito do próprio livro de estilo:
"A palavra "confissão" só pode ser utilizada se resultar de um depoimento prestado em audiência formal do tribunal pelo réu ou pelo seu defensor; nada do que vem da polícia, da acusação ou recolhido pelo próprio jornalista constitui "confissão". As pessoas na condição de acusados "relatam", "declaram", "contam" ou "explicam". Deve evitar-se expressões como "admitem" ou "reconhecem", assim como "diz-se" ou "sabe-se".

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