Os correspondentes e o português
Os correspondentes internacionais das rádios (ou das televisões) têm um problema acrescido com o português.
Tratando-se de pessoas que vivem há vários anos longe do país, é provável que, aqui e ali, apareçam dificuldades com determinadas palavras (por que não nos jornais? Porque é função dos editores reverem os textos).
Em directo não há nada a fazer, mas gravado justifica-se uma atenção especial.
Vem a isto a propósito de algo que se ouviu ontem:
"Para combater a piratagem..."
Trata-se de um neologismo sem lógica, porque pirataria existe e desempenha a função. Mas na altura de escrever o correspondente apenas se lembrou dessa palavra.
A falha não é tanto dele, mas de quem não ouviu, primeiro, a peça no estúdio e a deixou rolar nas notícias.