Justiça, justiça.
Da intervenção de Jorge Sampaio, ontem:
Sobre a vinculação dos jornalistas ao segredo de justiça: "Se há um interesse público na observância do segredo de justiça, dificilmente se compreende que esse interesse público só seja relevante quando a divulgação dos factos por ele cobertos é feita pelos participantes no processo [MP, juizes, advogados, funcionários judiciais] e deixe de o ser quando essa mesma divulgação seja feita por qualquer outro cidadão [os jornalistas]".
Sobre a opacidade da justiça: defendeu "a criação nos tribunais de estruturas permanentes com profissionais habilitados de dêem informação sobre o andamento e sobre os actos dos processos".
Sobre os jornalistas: "Se a justiça não está acima da crítica, o mesmo se passa com a comunicação social; e que os jornalistas, enquanto tais, não têm virtudes que faltem aos seus concidadãos, nem adquirem, pela sua profissão ou função, qualquer estatuto de maior independência ou isenção".
Subscrevo.