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O Público de sábado relata uma polémica, dinamizada pela imprensa alemã, sobre os alegados direitos dos entrevistados em reverem as entrevistas, introduzindo alterações antes da publicação.
Essa exigência funciona como uma chantagem: só há entrevista se o protagonista puder ler antes e emendar.
Surpreendido? Não é apenas na Alemanha e, como o texto diz, da política o hábito transitou para a economia.
Aquilo que pode ter começado como uma excepção, rapidamente passou a uma regra, que retira veracidade à entrevista e que manipula o leitor com a chancela credível do jornalismo.
Felizmente na rádio há a entrevista em directo - que não é manipulável desta forma - mas em qualquer órgão ou qualquer meio, esta é uma prática a condenar: afinal, depois de dada a entrevista, o protagonista deixa de ser o "proprietário" dessas declarações!

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