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Fontes e sigilo uma história de Silves

O Público conta hoje um caso magnífico: a presidente da Câmara de Silves exige saber quem "forneceu as cópias publicadas" no jornal "Terra Ruiva", de S. Bartolomeu de Messines.
Resumidamente, este jornal teve acesso a documentos internos, que suportam a informação de um pedido de indemnização de um empreiteiro à Câmara.
A autarca argumenta que os documentos foram retirados do seu gabinete, numa altura em que não tinham, ainda, o seu despacho. "Eu própria poderia dar a notícia ao jornal", diz.
Mas a directora do jornal junta pormenores que arrasam os argumentos da presidente:
- o "Terra Ruiva" procurou ouvir a Câmara, durante dois dias, sem resultado;
- a presidente negou ao PS e à CDU a existência desses documentos, em dois momentos diferentes (Assembleia Municipal e Câmara Municipal);
Na minha opinião - e se dúvidas existissem - estes dois argumentos legitimam a sua publicação. De qualquer forma, a preocupação dos jornalistas não deve ser, tanto, sobre a forma como os documentos foram obtidos mas sobre a sua validade, veracidade e importância.
A história é tão caricata que a autarca revela que quem retirou os documentos já se identificou, mas ainda assim "espera que o Sindicato dos Jornalistas lhe dê razão na exigência que fez de conhecer o nome da fonte de informação do «Terra Ruiva»".

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