A imparcialidade dos jornalistas e as incompatibilidades
O comportamento de alguns jornalistas (deduz-se que seriam jornalistas) na conferência de imprensa de ontem, mal foi anunciada a captura de Saddam Hussein, remete para o domínio da equidistância e da isenção perante os factos.
Enquanto a maior parte se mantinha impávida (ainda que não totalmente serena...), uns batiam palmas e outros, de pé, gritavam o seu contentamento - pelas imagens da televisão.
Não são os jornalistas cidadãos como os outros?
Quando são... jornalistas não.
Dir-se-á que para os iraquianos a notícia tem uma dimensão afectiva que ultrapassa o comportamento profissional - como o 25 de Abril de 1974 para nós?
Mas, com esse exemplo, vou buscar imagens (de memória) de comportamento altamente profissional de muitos repórteres.
Outra coisa diferente é a convicção pessoal de cada um; quando não estamos em "funções" podemos manifestarmo-nos da forma que entendermos.
O que está em causa é a capacidade de nos mantermos imparciais e equidistantes relativamente aos factos. Aqueles jornalistas conseguirão ser isentos quando tratarem de informações sobre SH?