Em complemento ao texto de ontem,
uma citação do (excelente) "Dicionário de Jornalismo", de Fernando Cascais:
"O directo é a expressão máxima do poder de atracção dos meios electrónicos, por permitirem ao ouvinte/telespectador «participar» no acontecimento. Porém, no caso da televisão essa «participação» está condicionada pela selecção de imagens (...) feita pela realização da transmissão. Isto é, o telespectador não é livre de olhar, olha para onde a sua vista é dirigida. No caso da rádio, os seus olhos são a voz (as palavras e a entoação) do jornalista/locutor."(Editorial Verbo, págs. 67/68)
Ou seja, reconhecer que há imagens que não conseguimos verbalizar é o mesmo que assumir uma menorização intelectual. Pode dar mais trabalho, exigir outra forma de equacionar e preparação, mas os nossos olhos são melhores do que o nosso cérebro?