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Neste texto pretendo introduzir um tipo de pressão não previsto nesse ponto, pelo menos directamente, tomando como base uma citação do último livro do professor José Rebelo, chamado "O discurso do jornal":
"Em fontes deste tipo [de grande impacto público], generaliza-se a prática da acreditação. A empresa, a administração, a instância económica, social ou política, confere crédito a um jornalista, reconhecendo-lhe capacidade para tratar das informações relativas a actividades por si desenvolvidas. Mas se o jornalista, ao ser acreditado, passa a beneficiar de uma relação privilegiada com a instituição acreditante, converte-se, por outro lado, em refém dessa mesma instituição. De acreditado pode passar a personna non grata. É corrente, então, a instituição que acredita exercer pressões sobre a empresa jornalística, no sentido de esta se fazer representar por outro jornalista."
É aquilo a que o autor chama de acreditação, em que a fonte tem um papel determinante na escolha dos jornalistas, premiando-os ou, em alternativa, criando uma situação "susceptível de produzir efeitos menos transparentes: possibilidade da fonte filtrar o que deve e o que não deve ser objecto de notícia ou de se eximir a ocupar o lugar da enunciação, transferindo para o dito jornalista, ou para o jornal, a responsabilidade do dito" (pág 30 e 31, Editorial Notícias, 2002).
Nos Estados Unidos chamam-se a estes repórteres "lobby reporteres" e são, sem dúvida, situações a merecer atenção.

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