Ainda as "limitações" do formato radiofónico:
Os órgãos de comunicação social lidam muito mal com os seus próprios erros.
O caso das notícias (em primeira-mão) desmentidas pelos próprios factos é mais um exemplo.
Defendo que o impacto de uma notícia desmentida é muito maior do que os méritos de uma primeira-mão. Mas isso não deve impedir que se avance, quando temos todas as confirmações (possíveis).
O mais dramático é que, enquanto o jornal pode arrumar um pequeno caixilho numa página par, explicando a falha e pedindo desculpas, a rádio terá de dar a essa explicação/desculpa uma importância teoricamente exagerada: terá de fazer uma nova notícia. E como se costuma dizer, em rádio todas as notícias são de primeira página. Além de que muitos não terão ouvido a primeira mas receberam o desmentido...
Acontece que, tal como os jornalistas, os ouvintes não são estúpidos. Podem ser mais ou menos tolerantes, mas estúpidos não. E eles percebem que algo correu mal. Preferiam, certamente, que lhes explicassem (até porque pode haver boas razões). E quem é que não aceita de um pedido de desculpas?