Uma das grandes fragilidades do jornalismo radiofónico é a falta de "elasticidade" do próprio formato rádio, nomeadamente quando comparado com um jornal ou um revista (onde há notícias de primeira e última página, a preto e branco e a cores, notícias de meia ou quarto de página, caixilhos, filetes, breves, títulos, legendas, destaques, entradas, etc).
A rádio não tem, pronto.
Mas depois de ler o Expresso deste fim de semana e a forma como o jornal enquadra aquilo que é um puro exercício de reportagem investigativa disfarçando-a de "opinião" fico satisfeito por a rádio não permitir estas veleidades.
Partindo do pressuposto que tudo aquilo que lá vem é verdade, estaremos perante uma excelente investigação jornalística. Mas opinião?!!!!
Ah, é porque se trata de uma intervenção de um jornalista free lancer e assim o Expresso lava as mãos, se as coisas correrem mal: "não, aquilo não era um artigo nosso, era a opinião do jornalista, que nem pertence ao Expresso".
Na rádio isto nunca aconteceria...