Ouve-se uma promoção do relato/jogo Académica-Benfica, com texto e sons. Estes (dois) remetem para um golo de Miguel e outro do Benfica.
É, ainda que de uma forma muito simbólica, uma expressão de parcialidade.
É uma forma da rádio dizer que acredita na vitória do Benfica, antes dela acontecer (ou de outro clube qualquer, claro). Isso já uma forma de tomar partido. Mas pode facilmente ser interpretado como um desejo: a rádio espera que o Benfica ganhe!
A inclusão de sons nas promoções traz dinamismo à antena e ao próprio formato. Mas devem ser sons submetidos a critérios de equidade/distância.
Como? Colocando sons neutros (que não referiram nenhum clube em particular) ou dos dois clubes, que ficariam em plano de igualdade.
Se fosse a promoção de um Sporting-Benfica também haveria apenas golos de um dos lados?
Nota final: estas promoções, por regra, não são executadas por jornalistas; ou seja, os seus autores não dominam plenamente as técnicas editoriais. Mas este é mais um exemplo a favor do conceito de jornalista-operador e do operador-jornalista.