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Um daqueles casos que passam despercebidos e que são (infelizmente) frequentes na imprensa portuguesa: o último Expresso traz na primeira página uma notícia sobre o conflito entre dois "agentes FIFA", intitulada "Estilhaços de Jardel", e o Record responde no dia seguinte com "Ronaldo e Quaresma acusam José Veiga".
Que fique claro: o jornalismo seria inviável se cada vez que um segundo nome aparece numa notícia fosse preciso consultá-lo.
Mas o princípio do contraditório é irreversível, sempre que alguém é alvo de uma acusação.
É, sem dúvida, o que acontece em ambas as notícias: a do Expresso ouve (e é favorável a) José Veiga; a do Record ao visado, Jorge Mendes.
Nem a do Expresso consulta Jorge Mendes nem a do Record mostra que ouviu José Veiga.
E é por notícias como esta que fica, muitas vezes (muitas vezes injustamente), um sentimento de parcialidade nos leitores. Ou nos ouvintes.

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