Ouve-se em várias rádios: (a propósito de uma notícia da Indonésia) "o autor confesso". No livro diz-se "'O autor confesso'" é uma expressão que temos de recusar. E descrevem-se vários argumentos para isso. Mas falta acrescentar algo que legitima, como excepção, a expressão: se a confissão foi feita em tribunal, em sessão aberta, e perante um sistema judicial considerado independente, a frase tem sentido.
Admito, portanto, a hipótese de usar "autor confesso" quando isso acontece durante uma sessão pública de tribunal (caso contrário, se os jornalistas não estiveram presentes, já tem de ser citada uma fonte, garantindo que ocorreu uma confissão).