Um bem informado (ainda que parcial...) texto na última revista "Jornalismo e Jornalistas" e uma referência feita por Elihu Katz no "Público" de hoje ao tema dos jornalistas incorporados nas colunas militares que avançaram no Iraque justificam este texto: trata-se de uma questão completamente nova (ainda que a ideia já tivesse sido experimentada antes), mas que promete fazer jurisprudência, a partir de agora: devem ou não os jornalistas seguir nas colunas militares, sujeitando-se às regras de quem os "convida"?
Não restam dúvidas sobre a motivação dos militares ("é uma grande ideia", ironiza Katz), resta saber quanto ganham e quanto perdem os jornalistas.
Muitos defendem que o "embedding" deve ser rejeitado à partida, mas - sem prejuízo de voltar ao assunto com mais pormenores posteriormente - penso que devem ser esgotadas formas de intermediação, até chegarmos a essa recusa:
- garantir, desde o início, uma plataforma de entendimento (acautelar princípios básicos de independência e segurança);
- ter o cuidado de escolher repórteres mais maduros (menos susceptíveis às pressões e provavelmente capazes de lidar com conflitos);
- seguir, enquanto for possível trabalhar nas condições mínimas (dando, sempre que possível, a contextualização das condições existentes).
Não mais sendo possível, explicar aos ouvintes o que se passa e abandonar a "comitiva".
O compromisso é sempre com os ouvintes, não é com os protagonistas!